Nota de Repúdio
segunda, 04 de maio de 2026
Nota de Repúdio
Tensões em Pato Branco: Vereador Rafael Foss é alvo de notas de repúdio após ataques a entidades e profissionais
O cenário político e institucional de Pato Branco vive um momento de forte tensão após declarações proferidas pelo vereador Rafael Foss (União) em suas redes sociais. O parlamentar utilizou seu perfil no Instagram para questionar a lisura da Expopato 2025 e atacar a credibilidade de entidades da sociedade civil organizada, bem como de profissionais da imprensa e advocacia. A repercussão das falas de Foss gerou uma onda de repúdio, com instituições e grupos de comunicação classificando as declarações como "levianas", "sem fundamento" e uma "afronta à honra" de lideranças que historicamente contribuem para o desenvolvimento do município.
A polêmica e a manipulação de informações
Em publicações no Instagram, o vereador Rafael Foss exibiu notas fiscais de pagamentos realizados pela Prefeitura Municipal à Rádio Celinauta, sugerindo que a linha editorial do veículo seria influenciada por tais contratos. O parlamentar tentou vincular o trabalho jornalístico da emissora à atuação advocatícia do advogado e jornalista Roberto Ivan Rossatti, que prestou serviços para a Associação Empresarial de Pato Branco (ACEPB), o Sindicomércio e a Sociedade Rural — entidades organizadoras da Expopato 2025.
Em sua defesa, o Grupo Celinauta enfatizou que, em 70 anos de história, sua credibilidade foi construída com base na ética e no compromisso com a verdade. A emissora esclareceu que, como qualquer outro veículo, comercializa espaços publicitários, mas que seu jornalismo "não tem preço" e não é pautado por interesses de terceiros.
Por sua vez, o advogado Roberto Ivan Rossatti apresentou um requerimento à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PR) denunciando a violação de suas prerrogativas. Rossatti esclareceu que sua atuação advocatícia é restrita à esfera privada, não tendo jamais prestado serviços à Prefeitura Municipal. O advogado aponta que a narrativa do vereador é um "sofisma" criado para induzir a opinião pública ao erro e coibir o livre exercício de sua profissão.
Entidades organizadoras da Expopato reagem
A Comissão Central Organizadora (CCO) da Expopato 2025, composta pela ACEPB, Sindicomércio e Sociedade Rural, emitiu uma nota de repúdio veemente. As entidades destacaram que a organização da feira seguiu um termo formal de responsabilidades, validado pela Câmara de Vereadores e orientado pelo Ministério Público, estabelecendo uma divisão clara entre as atribuições da CCO e da Prefeitura.
"Questionar a moral e a conduta dessas instituições sem embasamento é uma prática que não apenas desinforma a sociedade, mas ataca diretamente o trabalho voluntário, técnico e comprometido de lideranças", afirma a nota. As entidades reforçaram ainda que os ataques pessoais a diretores, muitos dos quais dedicaram décadas ao desenvolvimento de Pato Branco, são imorais e desonestos.
O embate político
O vereador Rafael Foss sustenta que seu papel é o de fiscalizar os gastos públicos e cobrar transparência da gestão municipal e das entidades envolvidas na feira. Contudo, o tom utilizado nas postagens, que incluem insinuações sobre o recebimento de recursos para "falar bem ou mal" de gestores, foi interpretado como uma tática de intimidação contra a imprensa e profissionais liberais.
CONFIRA A INTEGRA DA NOTA OFICIAL
NOTA DE REPÚDIO A ATAQUES INFUNDADOS À EXPOPATO 2025 E SUAS ENTIDADES ORGANIZADORAS
As entidades que integram a Comissão Central Organizadora da Expopato 2025 (CCO), Associação Empresarial de Pato Branco (ACEPB), Sindicato do Comércio Varejista de Pato Branco (Sindicomércio) e Sociedade Rural de Pato Branco repudiam, de forma veemente e irrestrita, as declarações levianas e sem fundamento que vêm sendo proferidas em relação à realização da Expopato 2025.
É inadmissível que falas irresponsáveis, desprovidas de qualquer embasamento técnico ou institucional, sejam utilizadas como instrumento de desgaste contra entidades que representam não um grupo minoritário ou segmento específico, mas a totalidade da população de Pato Branco: empresários, trabalhadores, produtores rurais, comerciantes e cidadãos que constroem, diariamente, o desenvolvimento deste município.
Questionar a moral e a conduta dessas instituições sem embasamento é uma prática que não apenas desinforma a sociedade, mas ataca diretamente o trabalho voluntário, técnico e comprometido de lideranças que dedicam tempo, conhecimento e esforço em prol da coletividade.
DESRESPEITO ÀS LIDERANÇAS E À HISTÓRIA DO MUNICÍPIO
Registramos, ainda, nossa indignação diante dos ataques pessoais dirigidos publicamente a diretores dessas entidades, pessoas que dedicaram anos, em muitos casos décadas, de suas vidas à construção de Pato Branco. Desrespeitar, em ato público, a trajetória e a honra de quem tanto construiu por esta cidade, especialmente por parte de representantes do Poder Legislativo, é um ato imoral, desonesto e covarde.
O mandato de vereador é um instrumento de representação popular e deve ser exercido com responsabilidade, seriedade e respeito. Utilizá-lo para atacar, em ato público, a honra e a integridade de lideranças cidadãs que nunca mediram esforços pelo bem coletivo é uma afronta não apenas a essas pessoas, mas a toda a sociedade que os elegeu e a todos que, silenciosamente, constroem este município dia após dia.
Desrespeitar a história de um é uma desfeita a todos. É uma ofensa ao legado coletivo de gerações que trabalharam para que Pato Branco seja o que é hoje.
REPARTIÇÃO CLARA DE RESPONSABILIDADES
É fundamental que a sociedade compreenda, com clareza, a divisão de responsabilidades estabelecida formalmente entre a CCO e a Prefeitura Municipal de Pato Branco, conforme termo firmado entre as partes e em conformidade com as orientações do Ministério Público.
Coube à CCO, formada pelas entidades signatárias, a organização da feira comercial e de toda a programação ligada ao agronegócio, pilares históricos e institucionais da Expopato. Essas atribuições foram desempenhadas com planejamento, responsabilidade e dedicação voluntária, conforme sempre foi. As demais responsabilidades do evento estiveram formalmente atribuídas à Prefeitura Municipal, cada parte com suas competências claramente definidas e delimitadas no termo assinado.
Essa divisão não foi informal nem circunstancial. Foi formalmente instituída por meio de termo assinado entre as partes, com validação da Câmara de Vereadores, assegurando transparência, legalidade e a clara delimitação de competências.
Portanto, atribuir às entidades da CCO responsabilidades que couberam exclusivamente ao poder público é um equívoco grave, que distorce a realidade e prejudica o entendimento da sociedade sobre o funcionamento do evento.
Reafirmamos, de forma categórica, nosso compromisso histórico com o desenvolvimento econômico, social e institucional do município. A Expopato é resultado de décadas de trabalho estruturado, responsável e transparente, construído sobre a sinergia entre o setor produtivo e a sociedade civil organizada. Essa trajetória transformou Pato Branco em um polo regional de progresso e não pode ser maculada por narrativas distorcidas.
Narrativas que distorcem o papel dessas instituições desrespeitam o legado de lideranças, colaboradores, empresários e associados que investem no município, geram emprego e renda e sustentam o desenvolvimento local com visão de longo prazo.
Seguimos firmes em nosso propósito. O diálogo construtivo, a transparência e o compromisso com a verdade continuarão a nortear nossa atuação, sempre em nome de toda a população de Pato Branco.
Pato Branco, maio de 2026.
ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL DE PATO BRANCO – ACEPB /SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE PATO BRANCO - SINDICOMÉRCIO / SOCIEDADE RURAL PATO BRANCO
Galeria de Fotos